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| The Tower of Babel, 1563, de Pieter Bruegel |
Saudoso estou do "cinqüenta", que era outro, mais substancial, mais ornado, mais rentável sua aplicação e mais valorosa (e beneficiosa) sua troca. Não é o mesmo cinqüenta que cinquenta; deixaram-nos com este último: mais raquítico, desmilinguido na forma, no som, no mercado -- mundial e local. Cinquenta está parcialmente despido, e o despido não pode agasalhar.
E que retórico poderia proferir elogios a "umedecer"?, que, diferentemente do que pretende significar, torna mais áspero e seco o amor. No amor, transformamo-nos em líquido, livres, libidinosos -- todos esses "ís" são cachoeiras a rojar água... mas "umedecidos", senhor? Ademais, diria que "umedecer" é uma feiura -- contudo, mesmo a "feiura", por meio de malabarismos linguísticos, perdeu ênfase, aformoseou-se.
Mais corrupta as assembleias, pois já não há, a vigiá-las, o acento, a ver todos, a ver tudo, pairando por sobre, como os juízes.
E o que se segue é um abuso: "Para!" Tiraram dele o seu cajado, a coroa. Por isto, vejo-o vadio, menos peremptório e não devemos estranhar, uma vez que ele, o verbo, foi assemelhado a uma preposição, que não possui função, não labuta. A sua ordem, agora, causa hesitação, ou assim soa aos interlocutores.
Entre conservadora e moralista, a minissaia: a duplicação dos "ésses" deu mais tecido às vestes femininas. Perceberam como se alongou?

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