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| Monk talking to an old woman, 1924-25. Francisco de Goya |
Ruy Castro escreveu um artigo intitulado "Desmemória Coletiva", publicado no sítio da Academia Brasileira de Letras em 14/06/2024. Entre outras coisas não menos relevantes registrou o que se segue: "Muito do que de pior acontece hoje no mundo tem como causa o fato de grande parte da população ignorar o passado de seu país."
Ao leitor, argumento como o usado por Castro parece ter irmãos, soa familiar, possui ecos. Deseja dizer que se conhecemos o passado (e ele seja um erro), não agiremos nós igualmente no presente ou futuro; ou reagiremos melhor, com mais acerto, em tempo outro. Há um germe socrático contido no artigo de Castro. Crença de que não se produz o mal ou o erro voluntariamente, mas por motivo de insciência.
Por qual razão, poderíamos arguir, o homem deveria preferir o conhecimento da verdade ao conhecimento da mentira? Por que preferir a ascese ao descenso? Há de haver (e talvez sejam legiões) homem desejoso de ser o melhor do pior -- entre os piores, o mais despiedado. A História seria utilíssima para ele (ou eles). Talvez o fato de ter havido guerra é a origem de sua repetição; porque houve assassinato primordial, ele voltará a ser.
O homem é essencialmente o mesmo. O antigo homem, como nós, temia o mar, a morte; tropeçava e caia, tropeçava e corria, amava e (quase sempre) não era amado.
O argumento emulado por Castro é desarmônico com a serpente, o leão, Judas, Napoleão, tanques, bombas de fragmentação, o raio, a chuva, a erosão, a aurora e o ocaso... a pobreza.
Ao leitor, argumento como o usado por Castro parece ter irmãos, soa familiar, possui ecos. Deseja dizer que se conhecemos o passado (e ele seja um erro), não agiremos nós igualmente no presente ou futuro; ou reagiremos melhor, com mais acerto, em tempo outro. Há um germe socrático contido no artigo de Castro. Crença de que não se produz o mal ou o erro voluntariamente, mas por motivo de insciência.
Por qual razão, poderíamos arguir, o homem deveria preferir o conhecimento da verdade ao conhecimento da mentira? Por que preferir a ascese ao descenso? Há de haver (e talvez sejam legiões) homem desejoso de ser o melhor do pior -- entre os piores, o mais despiedado. A História seria utilíssima para ele (ou eles). Talvez o fato de ter havido guerra é a origem de sua repetição; porque houve assassinato primordial, ele voltará a ser.
O homem é essencialmente o mesmo. O antigo homem, como nós, temia o mar, a morte; tropeçava e caia, tropeçava e corria, amava e (quase sempre) não era amado.
O argumento emulado por Castro é desarmônico com a serpente, o leão, Judas, Napoleão, tanques, bombas de fragmentação, o raio, a chuva, a erosão, a aurora e o ocaso... a pobreza.
O artigo de Ruy Castro pode ser encontrado em: https://www.academia.org.br/artigos/desmemoria-coletiva

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