Rosa sabe ver e ouvir a voz e a vista das coisas e das pessoas: porque cada ente é mais do que mostra: é potencial, acontecimento, frutificação, mistério… o mistério de saber que as descrições (das ciências, das ciências!) não dizem tudo; e o pouco que não dizem, é o todo. E a prosa de Rosa é cônscia de nada dizer da coisa e, se algo anuncia, é a inesgotabilidade de sentido e dos sentidos… coisas prenhes de significação.
Hoje finalizei mais uma novela do livro Corpo de Baile, e intento, aqui, dizer o indizível na certeza de ter de redizer. Dizer coisas novas sobre o mesmo. Em Corpo de Baile (1956), escrito após um hiato de dez anos – Sagarana foi escrito em 1946 --, o Rosa, à força de esperar, avermelhou. Em corpo de Baile, a sua prosa tornou-se sua, própria, natural. Fez-se uma nova linguagem.
Agradeço ao amigo Thiago, que deu-me mais vida ao dar-me Rosa.
Trecho da novela Miguilim: “Repensava aquele pensamento, de muitas maneiras amarguras. Era um pensamento enorme, aí Miguilim tinha de rodear de todos os lados em beira dele.”
Hoje finalizei mais uma novela do livro Corpo de Baile, e intento, aqui, dizer o indizível na certeza de ter de redizer. Dizer coisas novas sobre o mesmo. Em Corpo de Baile (1956), escrito após um hiato de dez anos – Sagarana foi escrito em 1946 --, o Rosa, à força de esperar, avermelhou. Em corpo de Baile, a sua prosa tornou-se sua, própria, natural. Fez-se uma nova linguagem.
Agradeço ao amigo Thiago, que deu-me mais vida ao dar-me Rosa.
Trecho da novela Miguilim: “Repensava aquele pensamento, de muitas maneiras amarguras. Era um pensamento enorme, aí Miguilim tinha de rodear de todos os lados em beira dele.”
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