“O inferno são os outros”, assim enuncia uma personagem da peça Entre Quatro Paredes, 1945, de Sartre. O outro, ali, é a causa da dissidência (o prefixo “di” já sugere um eu e um outro). Outro desestabilizador, que interdita o meu desejo, capaz de exterminar a minha existência, corruptor da identidade.
A inscrição em tábua da foto, presente em um refeitório no distrito de Itaipaba, município de Pacajus, porém, não tenciona sugerir e tampouco oferecer a seus clientes a experiência do purgatório: sendo assim, podemos supor que há outros modos de dar sentido a presença de outrem, um sentido menos mordaz.
A metáfora será forçada, mas deste modo senti ao ler a tabuleta e, portanto, deste modo exprimirei: como o som de sino que pretende despertar para a pessoalidade, para a presença das coisas e pessoas. Porque as não-coisas (views, curtidas, informações) deslocam as coisas, velam, encobrem; assim como os perfis – somente uma face, imagem sobre-real de um mundo não integral.
No refeitório sem wi-fi, não podemos ludibriar o tempo, manipulá-lo; ele será sentido em toda a sua extensão. A face encontrará a outra face e esta cobrará responsabilidades e urgências. A refeição terá cheiro, consistência; o copo, o seu peso.
A inscrição em tábua da foto, presente em um refeitório no distrito de Itaipaba, município de Pacajus, porém, não tenciona sugerir e tampouco oferecer a seus clientes a experiência do purgatório: sendo assim, podemos supor que há outros modos de dar sentido a presença de outrem, um sentido menos mordaz.
A metáfora será forçada, mas deste modo senti ao ler a tabuleta e, portanto, deste modo exprimirei: como o som de sino que pretende despertar para a pessoalidade, para a presença das coisas e pessoas. Porque as não-coisas (views, curtidas, informações) deslocam as coisas, velam, encobrem; assim como os perfis – somente uma face, imagem sobre-real de um mundo não integral.
No refeitório sem wi-fi, não podemos ludibriar o tempo, manipulá-lo; ele será sentido em toda a sua extensão. A face encontrará a outra face e esta cobrará responsabilidades e urgências. A refeição terá cheiro, consistência; o copo, o seu peso.
O homem é continuamente impelido a sair de si – essa é a condição para a sua existência; dito de outro modo: o que mantém a vida viva está no mundo, logo o homem não poderá fugir/escapar à presença de outros homens e coisas. Cada homem, lembremos, é já um terceiro elemento e não um átomo isolado.

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