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| Yuri Zharov, 1985 |
Sobre a mesa de jantar, há o pão bem dormido e migalhas dele caídas, mas não requisitadas pelo cão, o qual não está a olhar-me mendicante. Presente também o café coado não requentado e um lápis bem apontado, algumas folhas... e o leite derramado -- em pó e integral, como todas as coisas desde Adão.
O pensamento da cabeça é o único que não está onde deveria, a saber, na cabeça; igualmente pensam o paladar (a sentir o açúcar do doce), e a epiderme e os músculos; estes, sim, sem me abandonar, falam-me do quente do café, do contrair e relaxar do maxilar leonino que devora matéria distinta, sem dourar a pílula, não hesitando pelas guerras do além-mar.
Da cabeça, o pensamento vadio inquieta-me a respeito do motivo de empunharem celulares e não punhais e adagas.


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