Por que mudastes?
Tuas palavras são como flechas incendiárias. Olhares estranhos julgam-te
hoje como o anjo pecaminoso e malvado, mas para mim continuas a ser o bom anjo,
que sobre o meu ombro esquerdo fala ao meu ouvido. Mudastes, é verdade, mas
corre em ti a natureza. És a folha que cai, o rio que corre. Mudastes para
viver. Eu, que continuo imerso em tua
sombra, morrerei. Morrerei sem conhecer a luz de outra escuridão. Mudastes!
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